FICHA TÉCNICA

A Garota que Bebeu a LuaA GAROTA QUE BEBEU A LUA
Autor: Kelly Barnhill
Ano de Lançamento: 2018
Nº de páginas: 308
Editora: Galera Record
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SINOPSE

Uma fábula sobre aceitação, amor, amadurecimento e o poder da memória. Da autora de O filho da feiticeira, considerado o Livro do Ano pelo Washington Post

Todo ano o povo do Protetorado deixa um bebê como oferenda para a Bruxa que vive na floresta, na esperança de que o sacrifício a impeça de aterrorizar sua pequena cidade protegida pelos muros e pela Torre das Irmãs da Guarda. Mas, Xan, a Bruxa na floresta, ao contrário do que eles acreditam, é bondosa. Ela vive em paz com um Monstro do Pântano muito inteligente e um Dragão Perfeitamente Minúsculo.
Todo ano ela resgata o bebê deixado pelos Anciãos e o leva em segurança para uma família adotiva em uma das Cidades Livres do outro lado da floresta. Durante a longa viagem, quando a comida acaba, Xan alimenta os bebês com luz estelar. Em uma dessas ocasiões ela acidentalmente oferece a um deles a luz do luar, dotando a menininha de uma magia extraordinária.
A bruxa então decide criar a menina “embruxada”, a quem chama de Luna. Conforme o aniversário de treze anos da menina se aproxima, sua magia começa a aflorar – e pode colocar em perigo a própria Luna e todos à sua volta.


RESENHA – A GAROTA QUE BEBEU A LUA

Crianças mágicas que bebem luz estelar, dragões gigantes e minúsculos, aves de papel, monstros do pântano e bruxas, muitas bruxas! Prepare-se para mergulhar profundamente no feitiço desta encantadora fábula sobre perdas, o poder da tristeza, recomeços, amor e é claro Magia sem limites. 

A Garota que Bebeu a Lua

“Não há limites para o que um coração consegue carregar.”

Bem vindo ao Protetorado, uma pequena vila cinza imersa em tristeza. Outrora uma cidade vigorante agora seus muros servem de proteção contra os perigos contidos na floresta que os separam das Cidades Livres. Há muito tempo atrás a erupção de um vulcão deixou a cidade isolada e refém de uma estrada comercial que os liga com o mundo. Uma estrada controlada por Anciãos que afirmam que uma maldição foi responsável por tal catástrofe, e a mesma deve ser aplacada anualmente com sangue. Essa maldição é personificada em uma Bruxa que exige uma bebê em holocausto todo ano para deixa-los em paz. Amparados por uma Torre de vigia controlada por uma “Irmã” que controla uma ordem austera de guerreiras, não há espaço para esperança, apenas a expectativa de ser a próxima família enlutada. Essa história e costumes são passados por gerações, mas não passam de uma grande mentira. Quando uma certa criança, amada desesperadamente por sua mãe, é tirada a força para ser oferecida a Bruxa, um jovem aprendiz de ancião se comove e suas lágrimas irão se tornam uma torrente de tristeza que irá mudar para sempre a história de todos.

A Garota que Bebeu a Lua“Não há cura para a tristeza. Mas certamente não pode durar para sempre.”

Luna é a próxima criança deixada para morrer. Sua mãe enlouqueceu com a separação e foi viver como uma prisioneira na Torre. Ela acabou sendo resgatada pela Bruxa da floresta que ao invés de devora-la acabou a resgatando-a da morte. Xan, a Bruxa, nunca entendeu porque anualmente o Protetorado sempre abandonava um bebê para morrer as portas da cidade. Ela sempre os resgatou e os levou para serem adotados por famílias nas Cidades Livres. Na jornada até suas novas moradias ela sempre alimentou os bebês com a luz das estrelas quando acabava a comida. Porem, por um descuido gerado por afeto, Xan acaba alimentando Luna com a luz da lua, e esta tem o poder de “embruxar” qualquer um que se alimente dela concedendo poderes inimagináveis! Mas isso é um erro, uma criança com tamanho poder sem treinamento pode ser mortal. Com a ajuda de um Monstro do Pântano poeta e um dragão perfeitamente minúsculo ela terá que conter seu descuido. Luna está crescendo e seu poder e destino irão se cruzar com a vida dos reféns da tristeza do Protetorado, principalmente de um jovem Ancião com desejo de mudanças.

A Garota que Bebeu a Lua

“Sua bondade era sua melhor moeda. Suas cicatrizes, ela sabia, mantiveram as garotas tolas distantes. Ele merecia que alguém extraordinário o amasse.”


SENTENÇA

Essa obra é uma encantadora Fábula sobre perdas, danos, consequências de suas atitudes e o poder imbatível do amor. Não foi por menos que recebeu a “Medalha John Newbery” pela distinta contribuição à literatura InafantoJuvenil americana. Kelly Barnhill, com sua escrita por vezes poética cria com poucas palavras personagens carismáticos que personificam sentimentos que todos nós passamos ou passaremos na vida. A magia da obra começa pelo seu título, continua em suas páginas e se encerra em nossos corações. A literatura fantástica não possui fronteiras de idade e esse livro é a prova disso. Aliás, as “fronteiras” podem existir, mas talvez porque ainda te falta beber muita luz da lua.  

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