FICHA TÉCNICA

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Livro: Amet Negro
Autor: Cassio L. Moraes
Gênero: Grimdark Fantasy
Editora: Kiron
Ano: 2017
Páginas: 178
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                          SINOPSE

Nesta aventura sangrenta, acompanhamos Bamir e Vakú em direção à conquista de Purcalat, à destruição do mundo que conheceram e de si mesmos.

Bamir, o melhor matador entre os criminosos Cengasmut, encontra-se mais uma vez desamparado e sozinho no meio do turbilhão de traições, incertezas e meias verdades que rondam o silêncio opressivo de Atablan. Vakú, o doente e mentiroso Uremiték, cavalga rumo ao sul sob o comando de seu irmão e senhor, Mosú; guiados pelo sangue, senhor e profecia, visam a reconquista das terras das quais seu povo foi exilado há um milênio, quando da ascensão do Rei Bestial ao trono.

O destino dos dois protagonistas está ligado pela sede de conquista, pelo sangue e, principalmente, pela misteriosa erva rildémos.


OBSERVAÇÕES GERAIS E APRESENTAÇÃO

É sempre complicado fazer resenhas/críticas de outros autores nacionais. Por também ser autor, com frequência me vejo em conflito sobre até que ponto devo ir em minhas análises. Principalmente se as análises forem públicas, como esta, que marca minha estreia como resenhista aqui do Acervo do Leitor.

Porém, para respeitar a história do blog do qual agora faço parte, sempre tentarei ao máximo ser imparcial em minhas análises, dando minhas considerações sinceras e opinião pessoal sobre minhas leituras. Quando se tratar de livros nacionais, sempre tentarei fazer críticas construtivas, apontando caminhos e alternativas que, na minha opinião, poderiam agregar às obras e seus autores.

Dito isto, vamos à minha opinião sobre Amet Negro, do autor brasiliense (meu conterrâneo!) Cassio. L. Moraes.


RESENHA – AMET NEGRO

A obra me foi apresentada pelo próprio autor durante um evento de literatura fantástica, o Elifant, como sendo de grimdark fantasy, gênero internacionalmente consagrado por monstros da fantasia como Joe Abercrombie (trilogia A Primeira Lei), George R. R. Martin (As Crônicas de Gelo e Fogo), Mark Lawrence (Trilogia dos Espinhos) e Steven Erikson (Livro Malazano dos Caídos).

Tal qual os próprios princípios do gênero pedem (escreverei um artigo sobre Grimdark Fantasy futuramente), Amet Negro é um livro sujo, cru, violento, cruel. O texto é seco, sem firulas; é sujo, sem moderações; é violento e cruel quando precisa ser, características que eu admiro demais em obras de fantasia.

O texto do Cassio é excelente (um dos melhores que já li, dentre os autores nacionais). E, por sua escrita ágil, as cenas de luta e violência ganham um tom mais visceral, que eu gosto bastante.

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No entanto, Amet Negro é um livro confuso. Não complexo. Não difícil. Não desafiador. Confuso. A quantidade de nomes (de personagens, cidades, clãs, deuses, povos, classes, títulos etc.), aliada à dificuldade de pronuncia de tais nomes, ao uso exagerado deles e à falta de explicação sobre os mesmos durante a leitura, torna a compreensão do livro, no mínimo, prejudicada.

Exemplos: Uscavasc Anesportat, Rivinakuloké, Olgalamarc, Kuvakerukolé…

Eu geralmente gosto de desafios em minhas leituras. Gosto de me sentir desafiado pelo autor. Gosto quando o autor esfrega minha cara no chão sujo e fétido, somente para depois me mostrar a genialidade por trás de tal ato. Gosto quando o autor brinca comigo, dando-me informações esparsas e contando com minha astúcia para solucionar o quebra-cabeças da trama. Porém, este não é o caso em Amet Negro. Em vez de te dar pistas de como montar o quebra-cabeças, em vez de te deixar jogar, o autor pouco parece se importar com o jogo.

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Verdade que, ao final da obra, há um glossário explicando o que cada estranha palavra significa. Porém, durante a leitura, pouquíssimas explicações são dadas. Dessa forma, sem recorrer ao glossário (coisa que não fiz) a compreensão de várias passagens se torna (quase) impossível em sua totalidade. Uma pena.

Apesar das críticas em relação à não-compreensão de diversos trechos, a obra possui bastante qualidade. Por ser bem escrita e coesa, a história entrega aquilo que se espera de um livro de Grimdark. Se lido junto com o glossário, acredito que os leitores não terão tantas dificuldades como eu tive, pois li o livro sem consultar o apêndice ao final nenhuma vez, ainda que soubesse que ele estava lá para me auxiliar.

No entanto, ignorando este “pequeno” detalhe, ainda assim consegui extrair bons momentos durante a leitura do livro, ainda que este seja curto.


SENTENÇA

Para finalizar, fica a minha recomendação da obra, com a ressalva de que a leitura deve ser feita com consultas frequentes ao glossário, o que pode prejudicar a experiência de leitura de muitas pessoas.

AVALIAÇÃO: 3,5/5 estrelas


 

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