ENTREVISTA #03 – Luiz Paulo G. Faustini – Autor da série Maretenebrae

Luiz Paulo G. Faustini é autor da série de Fantasia nacional MARETENEBRAE, sendo o primeiro livro A Queda de Sieghard lançado em 2012 e o segundo O Flagelo de Dernessus já está no forno. Tivemos uma conversa muito interessante com o ele, confira abaixo.

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Luiz Paulo G. Faustini é autor da série de Fantasia nacional MARETENEBRAE, sendo o primeiro livro A Queda de Sieghard lançado em 2012 e o segundo O Flagelo de Dernessus já está no forno. Tivemos uma conversa muito interessante com o ele, confira abaixo.



1) Olá Luiz, seja muito bem-vindo ao Acervo do Leitor, é uma honra tê-lo para esta entrevista. Se apresente para nossos leitores, quem é Luiz Paulo Faustini?

Apenas um simples aventureiro, pacato em seu ninho de ideias.

2) Você está na estrada já há algum tempo, a primeira versão do seu livro foi lançado em 2012, quais as diferenças que você vê entre aquela época e hoje na questão literária, principalmente no gênero de Fantasia?

Naquela época praticamente não se falava em auto-publicação e e-books eram fruto de um imaginário mercadológico com pouco ou nenhum público. Se tivesse começado hoje, definitivamente, partiria para auto-publicação. Com relação à fantasia, falando da fantasia nacional, nossas referências se resumiam a Draccon, Vianco e Spohr, em época de Dragões de Éter, A Batalha do Apocalipse e Os Sete. Com a chegada da Amazon e o aumento da popularidade das redes sociais, clube de autores de fantasia, financiamentos coletivos e publicação digital, abriram-se muitas portas para o aparecimento de grandes autores.

3) Quais foram as suas influências na criação de Maretenebrae, sejam elas literárias ou não?

É algo que deixo muito claro sempre e faço questão, fui muito influenciado por Elric de Melniboné, do autor Michael Moorcock, quando em 2000 li “A Espada Diabólica”, a primeira tradução que contemplava somente a última parte da saga Elric. Mas há espaço para muitas outras influências, como jogos, em especial a série de jogos Ultima (do qual sou fã), que possui uma mecânica baseada em virtudes e pecados – elementos que definiram os personagens da saga.
 
4) Maretenebrae tem tudo o que uma saga da Fantasia deve ter, batalhas, personagens carismáticos, história rica e muito desenvolvida, um mundo cheio de diversidades. Na sua opinião, por que os leitores não dão a atenção merecida para a Fantasia Nacional? O que pode ser feito para mudar este cenário?

Obrigado! Temos obras excelentes de fantasia nacional hoje e, portanto, não posso culpar a qualidade delas pelo baixo interesse por elas. O brasileiro lê pouco. Quando comparamos os autores estrangeiros que mais vendem por aqui e pesquisamos sua origem, em sua maioria EUA e Grã-Bretanha, nesses países vemos um número de livros lidos ao menos 4 vezes maior por pessoa por ano. Quando se há mais leitores, aumenta-se a probabilidade de que sejamos mais vistos. Enquanto não houver um esforço titânico por parte da sociedade em incentivar a leitura, não deslancharemos na fantasia ou em qualquer outro gênero.

5) Falando sobre o seu segundo livro, apresente-o aos nossos leitores, do que se trata O Flagelo de Dernessus? Qual a principal diferença entre esta obra e o primeiro – A Queda de Sieghard?

Assim como em A Queda de Sieghard, O Flagelo de Dernessus trata da busca pela vitória da Ordem, porém enquanto que o primeiro esboçou uma solução pensada apenas no terço final do volume (chegar ao Oráculo do Norte), o segundo nos traz algo mais concreto já em suas páginas iniciais, que se aproxima mais da tão almejada resposta para a salvação do reino.

Do ponto de vista da trama, em A Queda de Sieghard ainda havia uma luta para evitar que o reino caísse, no segundo, reino já não há, o que levará os peregrinos a aventurar-se solitários mais longe em sua jornada atrás de seus objetivos. Sieghard está morto e os protagonistas sabem muito bem que, para retomá-lo, sete é um número insuficiente de pessoas. Do ponto de vista narrativo, temos mais reviravoltas que em A Queda de Sieghard, a exemplo de um traidor entre o grupo, e também muito mais cenas de ação que conferem mais dinamismo à história. A filosofia é aprofundada, a religião e a história de Exilium. Muitas pontas soltas deixadas no primeiro volume são finalmente atadas. Teremos momentos muito emocionantes, de heroísmo, de amizade, no sentido positivo e negativo, se é que fui claro.

6) No primeiro livro vimos muito sobre os conflitos dos personagens, o modo peculiar que cada um vê o mundo e como isso influenciou no andamento de todo o livro, ao final da obra, percebemos uma sincronização melhor entre eles, neste aspecto o que podemos esperar deste segundo volume?

O grupo nunca se deu bem, mesmo ao final do primeiro volume ainda existiam rixas entre eles. O que os unia era o propósito comum. Ainda vai demorar, mas adianto que, durante o segundo volume, eles compreenderão ainda mais esse propósito, tornando quase inquebráveis seus laços de amizade. As rixas continuarão existindo pelas suas personalidades tão discordantes, isso eu não pude evitar, contudo elas serão suavizadas.

7) Você irá expandir o mundo em o Flagelo de Dernessus, ou a ideia é trabalhar dentro daquele espaço já estabelecido no primeiro livro e nos próximos volumes expor mais sobre a vida dos estrangeiros?

O universo da saga será expandido e um novo mapa será adicionado ao fim das páginas do segundo volume. Novas criaturas, localidades, mistérios e muitos novos personagens. Também a trama voltará ao passado, contando histórias de Sieghard muito antes da invasão. Personagens mortos, desaparecidos, e pouco mencionados em A Queda de Sieghard terão nova chance de brilhar nas páginas de O Flagelo de Dernessus e adicionará uma importância que até então estava oculta no volume anterior. Ah sim, e quase esqueci (rs)…sim! Teremos capítulos inteiros mostrando o lado dos invasores e o que eles pensam, algo que não aconteceu em A Queda de Sieghard.

8) Algo me diz que a religião a partir dos próximos livros será ainda mais relevante para a história, o que você pode adiantar para nós sobre isso?

Não posso adiantar nada (rs). Desde A Queda de Sieghard, o leitor é apresentado à mecânica do universo Maretenebrae, que é toda relacionada ao aspecto da religião e da filosofia: o Caos, a Ordem, e, entre eles, Destino. O Flagelo de Dernessus irá se aprofundar no tema e promete dar um nó na cabeça dos leitores.

9) Falando sobre os personagens, você planejou que cada um deles, “expressasse” os 7 pecados capitais, ou no meio do caminho você percebeu que aquilo ocorria naturalmente? Como foi lidar com isso? Neste segundo livro, saberemos mais informações sobre o passado de cada um deles?

Tanto as virtudes quanto os pecados foram planejados. Por dois motivos: queríamos trabalhar a dualidade de cada personagem e também porque não queríamos um grupo homogêneo. O que ocorreu naturalmente foram as rixas, já que percebemos que era quase impossível um grupo tão diferente entre si não as tê-las. Quanto ao passado dos personagens, teremos aparições de Sir Heimerich criança, assim como Petrus e Formiga, e também de Chikára quando ainda era estudante de magia. Tenho certeza que vocês vão se apaixonar, em especial, pela criança linda que era o Formiga.
 
10) Agradecemos muito a sua presença aqui no Acervo do Leitor, você está de parabéns por ter alcançado um nível de escrita e desenvolvimento incríveis, gostaria de deixar um recado aos nosso leitores?

Que a Ordem os guie na leitura de O Flagelo de Dernessus, pois irão precisar!

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