FICHA TÉCNICA

O Palácio da Meia NoiteO PALÁCIO DA MEIA-NOITE
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Ano de Lançamento: 2013
Nº de páginas: 272
Editora: Suma de Letras
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SINOPSE

Ben e Sheere são irmãos gêmeos cujos caminhos se separaram logo após o nascimento: ele passou a infância num orfanato, enquanto ela seguiu uma vida errante junto à avó, Aryami Bosé. Os dois se reencontram quando estão prestes a completar 16 anos. Junto com o grupo Chowbar Society, formado por Ben e outros seis órfãos e que se reúnem no Palácio da Meia-Noite, Ben e Sheere embarcam numa arriscada investigação para solucionar o mistério de sua trágica história. Uma idosa lhes fala do passado: um terrível acidente numa estação ferroviária, um pássaro de fogo e a maldição que ameaça destruí-los. Os meninos acabam chegando até as ruínas da velha estação ferroviária de Jheeter’s Gate, onde enfrentam o temível pássaro. Cada um deles será marcado pela maior aventura de sua vida. Publicado originalmente em 1994, O Palácio da Meia-Noite – segundo romance do fenômeno espanhol Carlos Ruiz Zafón – traz uma narrativa repleta de fantasia e mistério sobre coragem e amizade.

RESENHA – O PALÁCIO DA MEIA-NOITE

Há um Palácio esquecido em Calcutá na Índia. Ruínas misteriosas que abrigam um pequeno grupo de jovens órfãos. Abandonados pela vida essas sete almas aprenderam a dividir dor, solidão e aventuras. Suas famílias os abandonaram, mas o passado sempre volta para cobrar sua historia… as vezes com sangue! O membro mais ilustre deste grupo está prestes a ser tragado para uma jornada mortal por uma alma atormentada que visa reparação, vingança e morte.

O Palácio da Meia Noite

“Ainda precisávamos aprender que o Diabo criou a juventude para que cometêssemos nossos erros e que Deus instituiu a maturidade e a velhice para que pudéssemos pagar por eles.”

Na Índia às vésperas de uma guerra mundial dois corações se apaixonaram. Uma jovem sonhadora cortejada por muitos e um pretendente misterioso e visionário que, em seu coração galanteador, só tinha olhos e talento para a engenharia e escrita. Seu sonho: construir ferrovias ligando toda o interior da Índia se livrando da dependência do Império Britânico. Mas seu desejo de criar uma locomotiva ” mágica” acabou gerando uma pira funerária que para sempre marcaria a Índia. Das cinzas deste acontecimento nasceram dois irmãos gêmeos Ben e Sheere e um demônio que nunca mais os deixara em paz!

O Palácio da Meia Noite

“Houve um tempo em minha vida em que acreditava que nada tinha mais força que o amor. É verdade que o amor têm força, mas ela é minúscula e empalidece diante do fogo do ódio.”

Ben e Sheere nasceram em meio a morte. Órfãos que tiveram de ser separados no nascimento. Sheere foi criada pela misteriosa avó com sua vida “cigana”, que tudo sabe mas nada fala. Ben foi abandonado em um orfanato inglês e teve que crescer amparado por outros seis jovens que formaram um peculiar clube o “Chowbar Society”. Após dezesseis anos separados, esses dois irmãos terão suas vidas unidas novamente. Completando a maioridade terão que se conhecer e encontrar nos ombros um do outro, até então desconhecidos, o amparo para enfrentar uma dura realidade: uma enigmática figura renascida do inferno que quer suas vidas em busca de vingança pelo seu pai. Eles precisarão de toda sorte, coragem e talento para poderem solucionar o grande mistério que está por trás desse espectro infernal e conseguirem sobreviver a todo uma intricada rede de mentiras.

O Palácio da Meia Noite

“Não há nada como um estômago vazio para desmascarar o mito do efeito enobrecedor da fome de espírito.”


SENTENÇA

Segundo livro escrito na vida pela mestre Zafón que faz parte da “série” de quatro obras juvenis que foram concebidas antes da sua série de sucesso mundial “O cemitério dos livros esquecidos”. Uma aventura de mistério, terror e amadurecimento/descobrimento que infelizmente não possui a marca genial da escrita de seu autor. Em sua primeira obra “O príncipe da Névoa” você consegue enxergar de forma tímida todo encanto, mesmo que embrionário, da escrita deste mestre espanhol, mas não nesta obra. Continua sendo um livro divertido, mas por se tratar do Zafón, que aprendi a respeitar e amar, foi bem decepcionante. Não espere grandes reviravoltas, diálogos marcantes e um trama inédita, que são marcas deste talentoso autor, porque não vai encontra-las. Apenas um livro mediano que não faz jus ao nome e a “sombra” literária que este autor construiu com tanto mérito.

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