FICHA TÉCNICA

o senhor da torreO SENHOR DA TORRE – TRILOGIA: A SOMBRA DO CORVO #2
Autor: Anthony Ryan
Ano de Lançamento: 2016
Nº de páginas: 704
Editora LeYa
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SINOPSE

O senhor da torre é o segundo livro da série “A sombra do corvo”, uma fantasia épica que explora episódios de conflito, lealdade e fé. Vaelin Al Sorna, agora guerreiro da Sexta Ordem, é o maior guerreiro de sua época. Desiludido com seu Rei e pelo sangue de guerreiros derramado por causa de uma mentira, ele volta para casa, se isolando de tudo, e jura nunca mais matar. Porém, o Reino, que já está dividido entre os que apoiam o Rei Janus e os que preferem sua irmã como líder, será atacado por forças poderosas, e Vaelin, o Lâmina Negra, deverá lutar novamente.


RESENHA – O SENHOR DA TORRE

A canção do sangue é inconfundível, sua melodia revela o desejo por traz dos corações mais sombrios e mostra a luz por traz dos mais bondosos. Não há beleza em suas notas, apenas a verdade nua e crua, e ninguém sabe ouvi-la melhor do que o próprio Vaelin Al Sorna o famoso Lamina Negra. Outrora os dons que pertenciam as trevas, agora não passam de peças em um tabuleiro nesse jogo de guerra.

o senhor da torre

“Vaelin esperara que os dias de mapas e planos de batalha tivessem ficado no passado e que nos Confins não houvesse mais necessidade de orquestrar matanças, mas, como sempre, a guerra dera um jeito de encontrá-lo”

Nessa narrativa acompanhamos vários pontos vistas diferentes com novos protagonistas e alguns personagens antigos que ganham um espaço maior de importância para o desenrolar da história. Aqui Vaelin tenta fugir de seu passado sombrio, para reencontrar sua irmã Alornis e ir atrás do seu irmão Frentis, que está desaparecido a alguns anos. Mas o Rei Malcius pede que o “Lamina Negra” sirva como “Senhor da torre” do Norte protegendo os interesses da coroa.  Reva Mustor é a herdeira do “Esperança” foi criada desde pequena pelo sacerdote do pai com o único objetivo de matar o Lamina negra… é até difícil dizer mais sobre ela  sem revelar seu destino, mas já adianto que ela é um dos personagens mais complexos e imprevisíveis dessa obra.  Enquanto Vaelin foge de seu passado a Princesa Lyrna al Niéren trabalha como diplomata para o Rei Malcius que herdou a coroa após a morte de seu pai Janus Al Niéren. A tarefa da princesa é bem complicada pois a diplomacia com o povo Seordah conhecido por sua selvageria, pode ser uma façanha tremenda de se conseguir. Do outro lado do mapa temos Frentis, que agora é um escravo de sua própria mente, graças as suas cicatrizes o Irmão da sexta ordem é controlado por uma mulher maligna que obriga a cometer diversos assassinatos como parte de um plano muito maior do Povo Volariano para destruir o poder de todos os outros povos.

o senhor da torre

“Elverah — disse ele. Reva assentiu lentamente em resposta.
— Não é melhor — disse ele na língua do Reino, com um sotaque carregado. — Não é melhor do que nós.
— Não — retorquiu ela. — Sou muito pior.”

Antony Ryan é visceral nessa continuação, agora a magia em si tem um papel muito mais fundamental para a trama. Em a canção do sangue acompanhamos a evolução e construção de ótimos personagens, a escrita do autor continua maravilhosa, mais temos aqui algumas mudanças na narrativa, como a transição de capítulos que no primeiro livro eram narrados por Vaelin, mas nesse segundo são alternados por 4 protagonistas: Vaelin, Frentis, Reva e Lyrna, talvez isso pode ter sido a cereja do bolo já que acompanhamos muito mais dos outros personagens que são FUNDAMENTAIS no desenrolar da trama. A história evolui sobre diversas pontas, e um ponto bem explorado pelo autor foi maneira como ele trata a religião e a distorção que as pessoas tem em sua crença inabalável. Outro ponto a ser analisado é a maneira como os protagonistas são testados até os seus limites. “Chocado”, é a palavra ideal para todo o sofrimento de Frentis durante esse segundo livro, já que vemos um personagem completamente palpável e humano com toda sua amargura e sofrimento. Os personagens desse segundo são tão bons que a transição entre seus pontos de vistas se tornam um mero detalhe, e a história se desdobra em várias linhas de uma mineira totalmente épica.

o senhor da torre

 

“Vocês mataram todos? — Perguntou o menestrel. Frentis assentiu.
— Eu quero mais.
Frentis tocou a lâmina da espada.
— Você terá.”


SENTENÇA

Nesse segundo o autor nos faz sofrer, nos emociona e arrebata com tamanha maestria, se antes ele estava próximo da excelência, agora Antony Ryan está um passo ainda mais perto da perfeição. Com uma trama muito bem trabalhada e personagens extremamente complexos, acabamos nos apegando a cada um deles mergulhando em um oceano de sentimentos tudo isso em um ritmo alucinante. Após terminar a leitura foi preciso um momento de paz em minha mente para conseguir descrever toda minha jornada dentro das páginas dessa obra-prima. O Primeiro livro foi muito bom, mas esse é visceral. Em termos de fantasia, poucos livros foram escritos com tamanha personalidade. Se ainda não leu, está perdendo um dos melhores livros da literatura fantástica.

 

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