FICHA TÉCNICA

PenumbraPENUMBRA
Autor: André Vianco
Ano de Lançamento: 2017
Editora: Leya
Nº de páginas: 256
Compre na Amazon: Clique aqui


SINOPSE

André Vianco estreia na LeYa com Penumbra, um romance carregado de sombras e ternura Reconhecido e reverenciado por milhares de leitores, André Vianco é um dos mestres da ficção fantástica nacional, dono de uma elogiada obra que inclui títulos de terror, suspense e fantasia. A publicação do inédito Penumbra marca a chegada de sua obra à LeYa, que também editará seus títulos esgotados. No livro, Vianco nos apresenta à Lana, uma menina teimosa e decidida que, quando acorda num lugar misterioso, descobre que precisará deixar para trás tudo o que mais ama. Ao se recusar, ela desafiará a Penumbra e sua guardiã, a babá Osso Duro, uma mulher velha e seca, dona de um sorriso cadavérico e assustador. O que Lana não esperava era ter de se juntar à babá Osso Duro para lutar contra as forças da Penumbra, pois percebe que somente juntas poderão vencer a distância e o vazio deixado pela separação daqueles que mais amam. Carregado de sombra e doçura, Penumbra, o novo romance de André Vianco, faz o leitor conhecer, muito além das aparências, duas personagens intrigantes, que travam batalhas contra a saudade e descobrem, de forma surpreendente, que alguns laços nunca poderão ser desfeitos.


RESENHA – PENUMBRA

Saudade. A presença da ausência. Capaz de rasgar corações e dragar os mesmos para a morte. Essa é uma história sobre despedidas e reencontros. Uma visão sombria e sobrenatural sobre o que nos espera do outro lado da vida quando definitivamente fecharmos nossos olhos segundo o expoente do terror André Vianco.

Penumbra

“A Penumbra é um lugar feito para sarar os que fazem a passagem. É um lugar para curar e esquecer.”

Lana acorda só. Uma criança outrora hospitalizada acostumada a aparelhos, médicos e sua querida mãe ao pé da cama. Onde havia consolo e conforto há vazio e desespero. Para onde todos foram? O lamento de outra criança próxima faz ela perceber que não está completamente só. Com a companhia de um menino raquítico, um bebê e um coelho ela terá que explorar uma nova realidade. Afinal? Que lugar é este onde imperam densas brumas e uma camada de penumbra encobre o próximo passo. Lana e seu inusitado grupo estariam mortos ou apenas vivendo em outra realidade?

Penumbra“Vocês se esquecerão de tudo para poder passar, menina (…) Vocês precisam esquecer para atravessar em paz. É lá, depois que a luz salvar suas almas, que chegarão ao encanto.”

Chega uma hora que todos devem fazer uma travessia. Do mundo dos vivos para os mortos. A parte mais traumática não é descobrir que não está mais por aqui, e sim que nunca mais poderá encontrar os que ainda estão. A saudade que consome e o arrependimento por tudo aquilo que deveria ter sido dito, ou não, e que nunca mais será possível pode ser esmagador. Há a necessidade de se esquecer tudo aquilo que não se pode mais ver ou tocar. Não é fácil principalmente para as crianças e muitas precisam de ajuda. Uma entidade clama para si tal responsabilidade: a babá Osso-Duro. Com sua roupa preta, longos membros cadavéricos ela afirma cuidar das crianças até que as mesmas estejam preparadas para atravessar para uma outra realidade onde não haverá choro e dor. Mas será isso real? Ou essa entidade está tão perdida tentando defender as crianças que chegam nesta realidade perturbadora, de monstros e afins, que ela não percebe que é a que mais precisa de ajuda? Ela que tanto sabe da importância de se esquecer, talvez seja a que mais precise se lembrar. Não há nada oculto que não venha a ser revelado mas algumas histórias necessitam ser enterradas para sempre enquanto outras necessitam vir a tona para a vida continuar, independente do local.
Penumbra

“Todo ser vivo que nasce traz dentro de si a força de uma estrela.”


SENTENÇA

É sempre estranho terminar de ler uma obra e não compreender exatamente o público alvo da mesma no momento em que foi escrita. Sim, como qualquer “produto”, por mais que um livro possa e deva alcançar todas as faixas etárias e gêneros, o escritor possui um publico inicial e um viés a seguir, ou deveria. Não sei se estou diante de uma história infanto-juvenil por vezes “pesada” demais ou uma triste história adulta com trechos muito infantis. Alguma coisa não se encaixa perfeitamente. Mas quem disse que qualidade e entretenimento necessitam de perfeição? Apesar de alguns trechos um pouco repetitivos no meio da trama, André Vianco entrega uma boa e melancólica história sobre vida e morte com viés “espírita”(?). Ainda nos questionamos no final: estamos diante de uma Fantasia? Uma fábula de terror? Ou apenas do que nos espera após a morte? A resposta vai depender do que você acredita. Mas uma coisa é inegável para aqueles que achavam que o autor André Vianco estava “morto”: não sei se ele fez alguma travessia, mas com certeza ele está de volta!

Comentários