Pedra no Céu – Isaac Asimov | Resenha | Acervo do Leitor

Pedra no Céu
Autor: Isaac Asimov
Ano de Lançamento (BR): 2016
Nº de Páginas: 312
Editora: Aleph


SINOPSE
Qualquer planeta é a Terra para aqueles que nele vivem. O alfaiate aposentado Joseph Schwartz desfrutava de uma pacífica caminhada de verão quando, devido a um acidente em um laboratório na mesma cidade, foi involuntariamente transportado milhares de anos para o futuro. Chega então a uma Terra marginal e abandonada, cuja superfície é quase toda inabitável, e que fica às margens de um grandioso Império. Publicado pela primeira vez em 1950, ”Pedra no Céu” foi o romance de estreia de Isaac Asimov e é um marco do que se tornaria o Império de sua mais famosa obra, Fundação. Complemento fundamental às outras histórias do autor, este romance também serve como porta de entrada para apresentar o leitor ao universo de Asimov.


RESENHA – PEDRA NO CÉU

O romance “Pedra no céu” foi o primeiro livro da carreira prolífica do aclamado escritor de Ficção Científica Isaac Asimov. Suas obras são consideradas como “clássicas” no gênero. Porém não se engane, essa definição não remete apenas a bons livros antigos, mas sim a livros eternos! Escrito em 1950 durante a Guerra Fria (período histórico de indiretos conflitos políticos, econômicos e militares entre os Estados Unidos e União Soviética) a obra remete a tensão do que poderia acontecer com a Terra se houvesse uma guerra nuclear, além de abordar de forma sensível temas como intolerância e o ódio gerado pelas diferenças.

“Mas olhe para a superfície e me diga se, nos meus anos de vida adulta, não lutei contra a intolerância dentro de mim mesmo. Não nos outros; isso seria fácil. Mas em mim mesmo, o máximo que pude.

A obra possui dois protagonistas: Joseph Schwartz, um aposentado alfaiate morador da Chicago no final dos anos 40 e Bel Arvardan, um renomado arqueólogo que visita a Terra há milhares de anos no futuro. As vidas destes dois indivíduos se entrelaçam quando um misterioso acidente em um laboratório americano transporta o sexagenário Joseph para o futuro. Sua viagem no tempo cobre milhares de anos, e nosso planeta agora é uma terra praticamente abandonada cuja sua superfície está quase toda inabitável devido a sua alta radioatividade (resultado de sucessivas guerras nucleares) e que fica às margens do grandioso Império Galáctico. O planeta se tornou literalmente uma “Pedra no Céu”. Nesse cenário caótico onde os recursos são escassos não há terra cultivável para toda a população, logo, existe uma Lei onde a maioria da população, principalmente do proletariado, não pode viver mais de 60 anos e Joseph já estourou este limite! Porém, uma série de eventos o levarão a se tornar uma cobaia de um experimento que acabará lhe proporcionando estranhos poderes que poderão, ou não, mudar o destino da terra.

“O Sexagésimo é o seu sexagésimo ano de vida. – A Terra suporta 20 Milhões de pessoas, não mais do que isso. Para viver, você deve produzir. Se não puder produzir, não pode viver.”

Neste futuro distante, nosso arqueólogo Bel viaja a Terra para provar sua perigosa tese de que nosso simplório planeta teria sido o berço da civilização de toda a galáxia. Porém, como estrangeiro, ele e suas ideias não são bem vistas. Através da sua jornada o autor explora de uma forma sensível todo o preconceito e intolerância gerados pelas diferenças raciais e de costumes. Mas esse ódio será o bastante para refrear sua pesquisa? Como ele irá superar as barreiras das autoridades terrestres e a ignorância dos habitantes? Talvez através de Joseph, nosso alfaiate viajante no tempo, ou seria através do amor?

“Encontrar boa educação na Terra é como encontrar um grão de areia no meio do oceano”; “Um terráqueo lhe dará qualquer coisa, contato que não custe nada e valha menos ainda”.

SENTENÇA


O livro é muito interessante. Porém, mesmo se tratando de uma obra de Asimov, pode não agradar alguns fãs do gênero. A história é envolvente, concisa e direta, mas as constantes mensagens subliminares que te fazem refletir sobre a vida “valem mais” do que a aventura futurística em si. Falar mais seria estragar algumas surpresas. Leia, mas este livro não é para ser consumido como uma gelada limonada em uma tarde de verão, onde você só quer engolir e se refrescar. Você deve saber saborear como um bom vinho tinto em goles pequenos numa noite fria e chuvosa. Um aviso: Independente do teor alcoólico e de sua pré-disposição ele pode te viciar.

“Envelheçamos agora.
O melhor não demora.
Para o fim da vida se fez o início.”

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