FICHA TÉCNICA

ABOMINAÇÃO
Autor: Gary Whitta
Ano de Lançamento: 2017
Nº de páginas: 320
Editora DarkSide
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SINOPSE

O primeiro romance de Gary Whitta, também autor do aclamado Star Wars: Rogue One, é uma aventura para os leitores mais valentes. Whitta transforma o gore em momentos de grande beleza. Abominação é uma mistura épica entre fantasia histórica, ficção científica e a magia da cultura nórdica.

A era medieval é muito mais conhecida por seus mistérios do que por seus registros históricos. Talvez seja melhor assim. Há quem acredite que estaremos mais seguros enquanto não soubermos de toda a verdade. Mas quem disse que as lendas não podem ser mais reais do que você imagina? Abominação reconta um dos capítulos mais sangrentos da história da Inglaterra: as invasões vikings do século IX. Apresentando personagens e batalhas reais, sua narrativa vai muito além do que poderíamos encontrar nos livros de história. Com influências de Lovecraft a Game of Thrones, vem sendo recebido mundo afora como um novo clássico para fãs do gênero.

O reino de Wessex foi o único da Inglaterra que escapou dos invasores nórdicos. Seu rei, Alfredo, negocia um acordo com os bárbaros do Mar do Norte, mesmo sabendo que eles não são adeptos da paz. É preciso estar preparado, a guerra pode recomeçar há qualquer momento. O arcebispo da Cantuária oferece proteção ao reino, através de feitiços descobertos por ele em velhos pergaminhos. O rei só não poderia imaginar que a magia seria ainda mais perigosa que os próprios vikings.


RESENHA

A escuridão não é apenas a ausência da luz. Ela possui várias faces. Pode ser a sombra de um coração dilacerado pela dor da separação e arrependimento. Talvez o apagão sobre uma mente horrorizada frente ao sangue e a morte iminente. “Abominação” flerta com várias apresentações do lado escuro da vida, nos revelando uma história de caça, fuga, reencontros e corações partidos.

abominação

“Ele urrava em agonia, os órgãos sendo despejados na terra quando uma coisa escura, úmida, emergiu no lugar deles. E o que sobrou do homem começou a se partir e desmontar, a pele dos braços, pernas, a cabeça descascando enquanto formas pulsantes e sangrentas brotavam.” 

Durante a era conhecida como medieval, os nórdicos incansavelmente invadiram e conquistaram parte da Europa. Neste cenário caótico, o reino de Wessex de Alfredo o Grande, se manteve de pé como o único a resistir ás investidas vindas do gelado norte. Mas sua residência está diminuindo. Frente ao medo e desespero um corrompido arcebispo está disposto a desvendar os segredos contidos em velhos pergaminhos que prometem a capacidade de transformar homens em bestas-feras, gerando assim um exército invencível para Alfredo. Mas como não há maneira de flertar com o mal sem se contaminar, o poder da escuridão torna essa empreitada descontrolada, cabendo a Alfredo, outrora o maior beneficiado, impedir que a morte se espalhe para a Europa. Ele resolve convocar o bravo sir Wulfric e seus guerreiros para tal missão.

abominação“Este campo é enlameado demais para se ajoelhar”, disse Wulfric, que, apesar do posto, nunca se sentira confortável com a visão de um homem subjugando-se diante de outro. Todos os homens eram iguais aos olhos de Deus, então não porque as olhos dos próprios homens? “Ergam-se.”

Em meio há anos de batalhas e perseguições foi criada uma “Ordem” com o objetivo de combater essas “abominações”. Do meio deste grupo surge a jovem Indra e seu inseparável falcão Venator. Em busca de criaturas e da aprovação do seu pai ela parte em uma jornada mortal por terras inóspitas onde acabará encontrando a face do mal não necessariamente em uma criatura, mas em alguém semelhante a ela.

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“Se real ou apenas um truque das sombras, a criatura pareceu aumentar em tamanho quando saiu da cela, suas dimensões monstruosas ocupando todo o corredor estreito.”


SENTENÇA

Essa obra é a prova que não existe “receita de bolo” na literatura. Não há garantia que juntando elementos “certos e apelativos” teremos um resultado positivo. Primeiro não há vikings no livro. Esqueça a propaganda da editora. Não venha atrás de um Ragnar, Floki, Bjorn e cia ou algo semelhante porque não há. Aliás, os nórdicos são apenas citados como uma ameaça latente, você não encontra nenhum de verdade. A ‘magia” está presente de forma sutil, citada apenas quando as criaturas são conjuradas e em pequenos detalhes. Não espere nada elaborado, magos ou algo semelhante. Já sangue há. Na primeira parte do livro você encontra bastante ação e terror com os ataques das aberrações sobre guerreiros e camponeses. Já na segunda, e maior parte do livro, o terror aparece de forma espaçada e serve de pano de fundo para um dramalhão cheio de “clichês” forçados que não convencem. O livro tinha tudo para ser um livraço, mas é apenas um livro fraco, em determinado momento você acha que está lendo uma história ruim da “Disney” e termina de uma forma boba que não condiz com o clima proposto pela trama inicialmente… uma pena.

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