roube como um artista-acervo-do-leitorAprenda a roubar. Roube como um artista!


“Todo artista ouve a pergunta: De onde você tira suas ideias?
O artista honesto responde: Eu as roubo.”

Roube como um artista foi minha melhor leitura de 2018. E a segunda melhor. E também a terceira. Aliás, a cada releitura, eu tinha (ainda mais) certeza de que esse livro é espetacular e genial, em vários sentidos. Caso você ainda não o tenha lido, vou tentar explicar por que ele é tão bom, e por que você deve lê-lo o quanto antes.

Austin Kleon, autor do livro publicado no Brasil pela Rocco, explica e detalha o que hoje para mim é uma verdade inegável: no mundo da arte, nada se cria, tudo se rouba. Discorda? Então continue lendo.


“O que um bom artista entende é que nada vem do nada. Todo trabalho criativo é construído sobre o que veio antes. Nada é totalmente original.”

Mais pura verdade. Talvez, muito tempo atrás, algum escritor possa ter criado algo do nada. No gênero da Fantasia tal qual o conhecemos hoje, este primeiro criador provavelmente foi o Tolkien. Ele foi, é e sempre será original em sua arte – o único ao qual atribuo tal adjetivo. Todos os outros? Meros ladrões…

E quer saber? Está tudo bem. Roubar não é errado. Vou repetir: roubar não é errado. Na arte, o crime é plagiar, não roubar. Verbos diferentes, percebe? Roubar é uma arte; plagiar é um crime.

Então, não tenha medo de roubar. Pelo contrário: roube, roube tudo o que puder, tudo o que conseguir, tudo que aparecer em sua frente, de todos que tiver a oportunidade. Não tenha medo. Não sinta vergonha. Roubar faz bem para todo e qualquer artista que busca o aperfeiçoamento.


“Se estivermos livres do fardo de sermos completamente originais, podemos parar de tentar construir algo do nada e abraçar a influência ao invés de fugirmos dela.”

Ao perder o “medo” da não-criação por temer a falta de originalidade, um mundo novo se abre para você, que passará a encarar suas criações de uma forma muito mais leve.

Ao perder esse medo, você poderá, literalmente, criar o que quiser, sem se preocupar se estará ou não sendo original. Estará apenas sendo você, condensando todas as suas influências, suas vivências, suas experiências, seus gostos, tudo aquilo que te torna único(a)… Tudo isso será passado para o papel, por sua causa, por seu mérito, um mérito que apenas você é capaz de ofertar ao mundo.

E que se dane se não for completamente original. Que se dane se não for absolutamente novo. Que se dane se parecer com o livro x ou com o y. Que se dane…

Quem nunca roubou que atire a primeira pedra.

Lembre-se: Apenas você é capaz de escrever a história que está na sua cabeça. Então escreva-a. E se não for completamente original… Bem, acontece com todos nós. Ao escrevermos Fantasia, todos roubamos do Tolkien, de uma forma ou de outra, assim como Tolkien também roubou de alguém. E que bom que roubou!

Para entender do que estou falando, e o motivo pelo qual me considero um exímio ladrão, leia o livro. Roube como um artista é leitura indispensável na cabeceira da sua cama.

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“A escrita não é para fazer dinheiro, ficar famoso, transar ou fazer amigos. No fim das contas, a escrita é para enriquecer a vida daqueles que leem seu trabalho, e também para enriquecer sua vida. A escrita serve para despertar, melhorar e superar. […] Escrever é mágico, é a água da vida, como qualquer outra arte criativa. Água é de graça. Então beba.
Beba até ficar saciado.”

Stephen King

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