FICHA TÉCNICA

TRINDADE DO SERTÃOTRINDADE DO SERTÃO
Autor: Braga Junior
Ano de Lançamento: 2018
Editora: Independente
Nº de páginas: 112
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SINOPSE

Uma história de fantasia, ação e terror, situada no coração do sertão de Sergipe.
O cangaço. Fenômeno da criminalidade brasileira ocorrida entre o final do século XIX e o começo do século XX. Muitos o consideravam uma forma de protesto violenta diante das injustiças sociais ocorridas nas regiões mais pobres do Nordeste. Um movimento social que ganhou fama e notoriedade no país e revelou “heróis” improváveis, os denominados cangaceiros.
E um grupo desses homens começou a incomodar o governo federal com relatos de crimes hediondos e bárbaros.
Para findar com as ações descabidas desse bando, as autoridades nacionais enviaram um jovem promissor oficial, o tenente Marcus Alves. Competente em seu ofício, mas frio, descrente e cético em suas ideologias.
Só que o soldado, comandando um pelotão de volantes, nunca iria imaginar que, para enfrentar os marginais, teria que colocar em duvidas as suas crenças.
Em Trindade do Sertão, o autor Braga Junior te conduz a uma história alucinante, com muita ação, terror e suspense, abordando temas como religião, racismo e preconceito.


RESENHA – TRINDADE DO SERTÃO

Há um local desolado. Onde terreiros não são varridos com vassoura, sim com ponta de faca e bala de metralhadora. Sertão do Sergipe. Pobre. Arenoso. Violento e amaldiçoado. Terra e tempo onde as lágrimas são evaporadas antes que encostem o chão. Prepare-se para uma louca e sangrenta caçada de três violentos cangaceiros e seu bando demoníaco. No palco onde Deus evita pisar, o Diabo chama para bailar!

TRINDADE DO SERTÃO

“Apesar do escuro, era possível ver suas bocas crescendo, seus dentes afiados, seus olhos amarelados e suas unhas virando garras.”

Cabrunco, Pé na Cova e Terra Seca. Três lendários cangaceiros que comandam um bando de mais de cinquenta matadores. Eles são o terror em uma terra que já absorveu mais sangue e morte que poderia suportar. Não roubam para os pobres, não lutam contra o Governo, apenas esquartejam e diziam quem encontram pela frente. Não há paz, segurança ou esperança. Quem é homem se revolta, quem é mulher grita e chora. Com a noite eles vem, com o dia vão embora, fazendo viúvas e órfãos. Mas há um rumor chegando por essas terras. Um jovem tenente com sua tropa de Volantes galopando tão rápido que o som de seus cascos como trovões está abrindo o céu e calando todas as preces.

TRINDADE DO SERTÃO“Existem lugares nessa terra árida do diabo com muitas histórias terríveis e macabras. O povo fala que até mesmo Nosso Senhor já abandonou certas paragens daqui.”

Na fronteira de um Nordeste alucinado o tenente Marcus Alves cavalga em loucos pensamentos. Seu passado nunca escondeu, vantagem nunca contou, sua luta dizem estar perdida, sua esperança desgastada, o medo consome sua alma mas fugir ele não vai. Ele e sua tropa estão a um passo da “Trindade do Sertão” e seus fios de faca amolados que derramam cálices de sangue! Dizem que um pacto foi feito com o Diabo e o jovem tenente que não dobra seus joelhos para Deus irá se render ao oculto para completar sua jornada. Um eremita comedor de carne humana promete a única salvação nessa fenda de fogo que se tornou o cangaço: uma peixeira macabra banhada no sangue dos vivos que pertence aos mortos. Dois bandos irão colidir. Botas pisarão pescoços, corpos serão crucificados, o chão vai tremer e o inferno se abrir!
TRINDADE DO SERTÃO

“Unhas se cruzam com lâminas. Um olhar fixo, negro e forte não se intimida com o fogo alto e sem vida que está no lugar dos olhos do bicho.”


SENTENÇA

Essa pequena obra do Capixaba Braga Junior é aposta certa! Unindo uma trindade irresistível de Fantasia Sombria (DarkFantasy), Ação e Cangaceiros Nordestinos, o autor escreveu um violento “vira-páginas”. Ambientação perfeita, descrições precisas sem serem enfadonhas e uma escrita sem floreios, consegue entregar uma ótima obra de caçada e fuga com começo, meio e fim deixando brechas para outras aventuras neste “universo”. Um excelente exemplo de como nosso país e folclore são ricos o bastante para uma infinidade de histórias que podem, e devem, ser ambientadas aqui. Afinal, que são sabres de laser e espadas de samurai frente a uma peixeira arretada? O sertão chegou na Fantasia para ficar!

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